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NESTLE
10 Regras fáceis para educar seus preciosos filhos
Giovanni
Equilíbrio entre a ciência e o bom senso, essa é a fórmula para ajudar os pais a criar filhos mais preparados para a vida.

O desafio de criar os filhos tornou-se uma das áreas do comportamento humano mais exaustivamente pesquisadas. Foram tantas e tão diversas as receitas surgidas ao longo dos últimos anos que os pais, ao fim e ao cabo, ficaram desnorteados. Afinal, o que funciona? Existem fórmulas que, se aplicadas com critério, vão criar o ambiente favorável para que os filhos se transformem em adultos emocionalmente equilibrados e com chance de ser produtivos e felizes? O psicólogo Laurence Steinberg, da Temple University, um dos profissionais mais conceituados dos Estados Unidos, acredita ter encontrado um denominador comum na quase infindável bateria de pesquisas e reflexões sobre as relações entre filhos e pais. Em um esforço extraordinário de síntese de meio século de pesquisas comportamentais, Steinberg resumiu em dez princípios básicos toda a gama de atitudes e reações que os pais devem se condicionar a ter em relação aos filhos. Apenas dez. Parece simples demais, mas por trás desse enunciado ergue-se uma das mais consistentes propostas de educação infantil surgidas nos últimos anos. As idéias de Steinberg estão expostas em seu último livro. The 10 Basic Principles of Good Parenting (Os Dez Princípios Básicos para Educar os Filhos), lançado nos EUA em 2004, onde se tornou imediato sucesso entre pais e especialistas.
Para compilar suas regras, o psicólogo americano estudou praticamente todas as linhas de pesquisa sobre educação de crianças e adolescentes produzidas nos últimos cinquenta anos. A conclusão básica de Steinberg, a noção central que lhe deu a certeza de ter encontrado a síntese ideal do relacionamento com os filhos, vem de fato de que toda a ênfase é colocada sobre a mudança de comportamento dos pais - e não das crianças. A segunda linha de raciocínio do psicólogo americano, que também significa uma libertação dos dogmas antigos, estabelece que educar os filhos, embora seja uma missão cumprida mais com a força do amor e do instinto, tem sólida base científica. Ela pode, portanto, ser resumida em alguns princípios capazes de funcionar em qualquer cultura e nos mais diversos ambientes familiares. "Alguns pais têm melhores instintos que outros, mas todos podem ser igualmente bons na tarefa de educar" completa Steimberg.


A idéia de reunir todo o conhecimento científico em um manual tão exíguo, com apenas uma dezena de itens, pode parecer uma temeridade. Afinal, não existe nada mais complexo que as relações humanas, e, dentro delas, a interação de filhos e pais é um verdadeiro labirinto de charadas e significados. Essa constatação foi um empecilho para Steinberg. "O que fiz foi compilar toneladas de estudos técnicos escritos em jargão científico e reescrevê-los em uma linguagem acessível a todos", explica Steinberg. "Ser um bom pai em dez lições parece uma simplificação absurda de um tema complexo, mas o professor Steinberg chegou bem próximo de descobrir princípios universais que regem as relações entre filhos e pais", diz James Bjork, presidente do Instituto Nacional de Estudos do Alccolismo, que fica em Bethesda, Maryland. "O trabalho dele é a melhor combinação de filosofia com regras práticas e fáceis de ser seguidas", comenta Bjork.


Ele desprezou toda a literatura que ensina como alimentar, vestir, estimular ou ensinar disciplinas escolares às crianças. A razão para isso é simples. Essas são justamente as questões que variam de lar para lar e de cultura para cultura. Sua obsessão foi fixar-se nos aspectos imutáveis da vida familiar. Por isso, de seu trabalho resultou muito mais uma filosofia de vida familiar, uma orientação geral do que seja criar um filho - e que funcione universalmente. "Meio século de estudos nos permite dizer com boa dose de certeza o que funciona e o que não funciona", disse Steinberg. Ele acredita que os dados científicos mostram com clareza a relação de certos princípios básicos com o desenvolvimento sadio das crianças na família. As conclusões das pesquisas são tão claras e consistentes que, segundo Steinberg, podem ser enunciadas sem medo de erro na forma de regras simples e fáceis de ser seguidas. Em sendo seguidas, o que elas produziriam? Essa talvez seja a melhor parte do trabalho do pesquisador americano. Diz ele: "Bons pais criam um ambiente familiar que favorece o equilíbrio emocional e os elementos associados a ele". Quais são esses elementos? Honestidade, empatia e autoconfiança são alguns. A gentileza e a alegria de viver são outros. Conclui Styeinberg: "A combinação disso tudo produz pessoas com curiosidade intelectual, motivação para aprender, se desenvolver e vontade de produzir e se socializar de forma sadia, longe das drogas e do álcool". 


A primeira impressão que muitos pais têm ao ler o trabalho de Laurence Steinberg é a de que algumas de suas regras parecem óbvias. São mesmo. Mas isso, na visão dele, é ótimo sinal. Mostra que a pessoa que está lendo já está de posse de pelo menos parte instrumental teórico de que precisa para educar bem os filhos. A regra número 1 de Steinberg, por exemplo, diz que os filhos copiam muito mais o comportamento dos pais do que seus ensinamentos. "Essa todo pai já ouviu, mas poucos a praticam" afirma ele. Pura verdade. Essa verdade precisa ser reprisada e lembrada todos os dias para que tenha efeito positivo. A regra número 3 manda envolver-se com as atividades dos filhos e informar-se sobre sua vida, seus amigos e seus interesses. Parece simples. O enunciado é, mas a prática exige real e genuíno interesse dos pais pela vida dos filhos - e não apenas o desejo de espioná-los e controlá-los. Steinberg conta que decidiu escrever seu livro, em parte, porque se surpreendeu com o comportamento incoerente dos pais que estudou ou conheceu. Um exemplo que gosta de citar: alguns são permissivos quando suas crianças são pequenas e, para compensar essa leniência, tornam-se verdadeiros sargentos quando elas ficam mais maduras. Essa volatilidade levou-o à regra número 7, segundo a qual os pais precisam, antes de mais nada, ser coerentes. De acordo com o pesquisador, mudar as regras do jogo conforme os interesses dos pais é o caminho mais curto para perder o respeito dos filhos.


Autor de outros nove livros e mais de 200 artigos para jornais e revistas, seu nome é referência nos Estados Unidos quando o tema é desenvolvimento infantil. O que tempera de vida real seu trabalho é o fato de que, afinal de contas, ele também é pai (um filho de 19 anos, universitário). Como tal, sentiu na pele a dificuldade de se comportar dentro da própria casa com a maturidade, a tranquilidade e a coerência que ele aconselha aos pais em geral.





Conheça as 10 regras básicas para entender e ajudar seus preciosos filhos.




Agora, mãos à obra! Aplique estas regrinhas e depois entre em contato conosco pois queremos saber os resultados ok? Ah, e não se esqueça, Educar é melhor do que castigar e sempre há tempo para corrigir!


 

(31/01/2006) Fonte: revista veja
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