A atração recíproca entre adolescentes e homens mais velhos nem sempre trilham os caminhos da tragédia, mas, ATENÇÃO...
Que atire a primeira pedra quem, durante a adolescência ou juventude, não curtiu uma paixão arrebatadora por alguém muito mais velho. Aquele professor bonitão, cujas aulas eram assistidas na primeira fila entre um suspiro e outro... E o que dizer daquela irmã mais velha do melhor amigo, cujas curvas, graça e simpatia tiravam o fôlego dos meninos? O "interesse" é claro, costumava ser absolutamente unilateral e as demonstrações de amor não iam além de alguns bilhetinhos anônimos.
Além dos bilhetes. A fascinação dos adolescentes por pessoas mais velhas continua a acontecer. A diferença, nos dias de hoje, é que muitas vezes elas são correspondidas e as demonstrações de afeto vão muito além dos bilhetinhos melosos. Como dizem os filhos, agora "rola um clima" e, de repente, você pode ficar surpresa ao ver sua filha adolescente entrando em casa com um "barbudão" de voz grossa a tiracolo dizendo: "mamãe, este é meu namorado". Antes de ter um chilique ou permitir que seu marido cometa a insensatez de perguntar ao rapaz "quais são as suas intenções com a minha filha?", pare, respire fundo e saiba que essa situação, atualmente, é muito mais comum do que se pensa.
Tempos modernos. Existe uma razão bem antiga que impulsiona esse tipo de relacionamento. Como lembra o psicoterapeuta Içami Tiba: "as meninas amadurecem mais cedo e muitas vezes não sentem prazer em se relacionar com rapazes da sua idade". Explicações mais atuais podem ser encontradas, segundo o especialista, nos casamentos desfeitos e conseqüente ausência da figura paterna no desenvolvimento afetivo das meninas: "vaga aberta para madurões cheios de amor para dar...", completa o psicoterapeuta. E que dizer do status que esse romance proporciona à adolescente? Um passaporte com direito a passagens de primeira classe ao mundo dos adultos... Todas as amigas ainda naquela de "ficar", enquanto ela circula de lá para cá, rumo a restaurantes, teatros, exposições ou até a uma viagem rapidinha. Totalmente demais! As vantagens, materiais e emocionais, não passam despercebidas pelas meninas.
Os lobos. Vaidade, possessividade e a sensação de ter o controle do jogo podem ser bons motivos para um homem maduro procurar manter um namoro com mulheres bem mais jovens. A situação, de certa forma, também lhes devolve um pouco o status de "provedor", cavalheiro, orientador, papéis às vezes difíceis de exercer com mulheres da mesma idade. Segundo especialistas, alguns homens de meia idade também buscam desesperadamente uma volta ao passado, na tentativa de provar que ainda estão vivos. Mas não são apenas razões egocêntricas que motivam o encontro entre pessoas de idades muito distantes. O convívio diário com professores e moças bastante jovens de um coordenador de cursinho em São Paulo, tem lhe mostrado que o "clichezão" do lobo mau que come criancinha não corresponde à realidade. O que existe, segundo o coordenador, são pessoas dispostas a encontrar sua cara metade e ser feliz, não importando a idade.
Uma outra história. Os lobos maus de verdade existem, sim, mas geralmente são facilmente reconhecíveis, pois seu espírito devorador não costuma se limitar a frágeis menininhas. E as pretensões, geralmente, se sustentam em referências éticas e morais bastante duvidosas. É o caso de W.N., 49 anos, que não se faz de rogado ao declarar que já namorou mais de uma dúzia de meninas, entre 15 e 18 anos e nem sequer acha o fim do mundo o fato de ter engravidado uma garota de 16 anos. "Tem muita menina dando banho nas mulheres mais velhas. Elas transam melhor, não tem pudores", diz com orgulho de garanhão. Uma de suas namoradas mais recentes foi Elaine, 18 anos, com quem teve um relacionamento de dois anos. Para alívio de Marta, mãe da menina, o namoro acabou. Não sem deixar sequelas. Elaine confessa que ainda se encontra com o ex-namorado e sonha que sua primeira transa seja com ele...
PERDAS E GANHOS
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